Incremente sua saúde! Conheça e desperte o “psoas”

Incremente sua saúde! Conheça e desperte o “psoas”

“Amanheceu e esqueci de colocar o celular para despertar mais cedo para praticar um pouco de yoga e dar tempo de tomar um café da manhã mais saudável antes de começar a trabalhar. Devido à pandemia estou trabalhando em casa, e assim como no escritório, fico muitas horas sentada. E pra variar tenho de entregar um trabalho “pra ontem”. Fim de tarde, percebi que mal deu tempo de almoçar, e apenas após ter tomado um banho que “sinto” meu corpo, como está tenso e como estou desconfortável “dentro dele”. Me faz lembrar das resoluções de fim de ano, nas quais desejei ser mais persistente e disciplinada na prática do que me faz bem. Como ter força para fazer o que precisa ser feito? Como o yoga poderia me ajudar?…”

O hatha yoga se propõe a integrar nosso ser por inteiro – corpo, mente e espírito. Através do corpo como instrumento, podemos desenvolver as dimensões mais sutis e também despertar músculos profundos como, por exemplo, o psoas

São vários os fatores geradores de tensão nessa musculatura, como: sedentarismo – ficar sentado por muito tempo, por exemplo -, caminhar no asfalto e se sentir ameaçado. O psoas tenso pode causar dores nas costas, no quadril e até mesmo dificultar a digestão.  

E esse conjunto de músculos se sentem ameaçados por conta das nossas reações de sobrevivência, como lutar, fugir ou congelar, sendo o primeiro músculo a ser ativado nessas situações – lembrando que podemos passar por todas essas sensações sem nem mesmo precisar sair da cadeira.

Isso se dá porque ele está incrivelmente entrelaçado ao sistema nervoso, tanto por sua localização ao longo dos plexos nervosos lombar e sacral, quanto pelo fato de seu topo se ligar à espinha bem ao redor do diafragma. Assim, quando ele está contraído, limita o movimento da coluna e por consequência restringe o movimento do diafragma, nos fazendo respirar com dificuldade. Daí a nossa sensação de desconforto e inquietação depois de muito tempo sentados.

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Trata-se de um tecido sensível, considerado bio-inteligente, portanto esta interconexão também existe com nossas emoções.

O psoas é um músculo longo, profundo, que conecta o tronco às pernas. Sua importância vai desde ser um núcleo de estabilização muscular, interferindo no equilíbrio estrutural, até a influência em nossa força e flexibilidade. Ele inicia as ações de caminhar, correr e curvar-se.

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O yoga em sua proposta integrativa nos oferece variados recursos para alcançar esses e tantos outros tecidos e sistemas do corpo, combinando alongamento e fortalecimento, assim como o relaxamento e o “despertar” – ou, em outras palavras, conscientizar.

Em várias posições de yoga (asanas), podemos perceber essas combinações, assim como nessa variação da posição do guerreiro, onde se pode relaxar e alongar o psoas da perna traseira enquanto o contrai (sustenta) na perna anterior.

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Ou quando, deitado, deixa as pernas para cima num apoio, permitindo o relaxamento dessa região, associando com exercícios respiratórios.

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Talvez você não conheça tão bem essa região tão incrível do seu corpo e talvez tenha sido apresentado a ele hoje. Mas com certeza já havia notado sua influência no seu humor, na disposição, no equilíbrio ou na falta dele.

Ao dar atenção ao psoas, sua qualidade de vida vai melhorar e através do yoga você terá muitas maneiras de alcançá-lo, respeitando suas variadas necessidades, seja relaxar, fortalecer ou alongar – de preferência prevenindo, mas se precisar também remediando.

E então “finalmente, depois de tomar banho e refletir sobre tantas coisas, decidi desenrolar o tapetinho e praticar yoga. Meia hora de prática e já me sinto renovada, mais disposta e forte pra ir atrás da realização dos meus sonhos, começando pela autotransformação, com o que tenho hoje. Deste modo, me encontro esperançosa por um 2021 melhor, que começará por mim.”

Próximas postagens veremos algumas sequências de asanas para nos ajudar a “despertar” o psoas.

Namastê!

Silvia Oliveira

Como lidar com a incompletude humana?

Como lidar com a incompletude humana?

Refletindo sobre a natureza do ser humano, que sabemos ser essencialmente luminosa, percebemos como estamos sempre buscando por alegria, satisfação, prazer e beleza. E como não obtemos essa correspondência no grau e constância esperada, normalmente nos sentimos incompletos. A percepção desse sentimento pode ser consciente ou inconsciente, pontual ou constante.

De certa forma, em grande parte essa sensação impulsionou a humanidade em suas descobertas, construções, invenções e infelizmente também destruições. Esses avanços e retrocessos podem ser constatados tanto externa quanto internamente, afetando o homem também em seu corpo, mente e espírito.

O yoga vem nos auxiliar, trazendo recursos práticos, valorizando nossa essência luminosa e sedenta de paz.

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Porém, se não lidarmos com a incompletude, poderemos lidar com o ser humano? Dificilmente…

A nossa sociedade cada vez mais incentiva a alienação, a distração e a busca por prazer imediato. Assim, não aceitamos (ou temos muita dificuldade) em reconhecer esse vazio existencial.

Em consequência, sem perceber, muitas vezes estamos no “oito ou oitenta”, num extremo de alienação de coisas realmente importantes ou concentrando a solução dos problemas no “outro” ou nas “coisas”.

Se não aprendermos a dosar a maneira de lidar com essa incompletude interna, seremos eternos insatisfeitos. Ao contrário, se olharmos para isso em nós mesmos e nos demais com reconhecimento e aceitação, poderemos nutrir mais amorosidade, contentamento (santosha) e não violência (ahimsa).

Namastê!

Silvia Oliveira

O Studio ShantYoga agora com aulas de yoga online

O Studio ShantYoga agora com aulas de yoga online

Talvez você já tenha praticado yoga ou tenha vontade de começar. Seja qual for o seu momento, você sempre pode dar os primeiros passos nessa jornada. O principal é respeitar seus limites, cultivar o desejo de ter autoconhecimento e praticar.
Embora o studioshantyoga ainda não tenha retornado presencialmente, mantivemos a prática com as aulas online. Para facilitar o ensino-aprendizagem, durante as aulas utilizamos vídeos demostrando as posições do yoga (asanas). À distância ou presencial, a proposta permanece a mesma: o ensino é feito de forma que o aluno entenda os ajustes nas posturas e desenvolva maior percepção e controle de seu corpo, mente e respiração, conquistando autonomia em sua prática. Assim, poderá beneficiar-se cada vez mais do yoga como uma ferramenta para melhorar sua qualidade de vida.

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Namastê!

Silvia Oliveira

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Qual tipo de yoga você faz?

Qual tipo de yoga você faz?

Qual tipo de yoga você faz? É uma dúvida comum de se deparar. Para solucioná-la podemos investigar os motivos por trás dela.

Inicialmente, o yoga não é ginástica, sistema terapêutico nem religião. Porém, uma ciência empírica, uma filosofia de vida, um sistema que pode nos conduzir à plenitude e ao autoconhecimento.

Do hatha-yoga – o estilo encontrado no Studio ShantYoga – todos os demais descendem, sendo a base sustentadora dos diversos nomes e linhas elaborados, podendo representar diferentes maneiras da prática do yoga, para que assim todas as pessoas possam ter o seu espaço.

Se desejamos nos aprofundar no assunto, temos de entender a base que fundamenta toda a prática do hatha yoga.

“Em relação com os demais sistemas, o hatha yoga ocupa um lugar muito peculiar. Uns sistemas o olham como algo inferior, devido à ênfase que coloca no aperfeiçoamento do corpo físico. Outros olham-no como um bom auxílio, embora não indispensável, para chegar a estados profundos de interiorização. Finalmente, alguns o consideram como um passo absolutamente necessário para que o trabalho posterior sobre a mente seja total e permanente.” (Blay, 2004, p. 32).

A palavra yoga vem da raiz sânscrita yuj, que tem dois significados; o primeiro significa junção, união, comunhão, integração. Já o segundo trata dos meios ou das técnicas para atingir essa união. Ou seja, o objetivo do hatha, como veremos a seguir.

Na trajetória histórica do yoga, notamos como a noção da palavra hatha se modificou. A princípio apresentada como ausência de esforço, depois como força e por último como o conceito de polos opostos e complementares, onde “ha” refere-se ao termo surya (sol) e “tha” ao termo candra (lua).

Essa última forma indica representações simbólicas de interação e equilíbrio, tais como espírito e matéria, masculino e feminino e os nadis (canais de energia existentes no corpo) – ida e pingala.

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Pelos conceitos que as palavras hatha e yoga expressam, conseguimos entender o propósito da sua criação: integrar nosso ser por inteiro – corpo, mente e espírito – e assim harmonizarmos as dualidades geradoras de sofrimento e confusão causadas por vivermos nos extremos, encontrando um caminho do meio.

Através de exercícios psicofísicos e respiratórios, relaxamento, técnicas de meditação e concentração somos conduzidos a esse desenvolvimento.

Finalmente, o essencial é o “como” fazemos nossa prática de hatha yoga, o quanto estamos conscientes, presentes, nos autoconhecendo, respeitando e observando.

Levando em consideração esse texto, eu lhe pergunto: “o que você pensa sobre yoga?” O ideal é experimentar, sabendo como o hatha yoga é sutil e forte ao mesmo tempo. Portanto, onde quer que esteja praticando, observe o quanto são contemplados os conceitos de sukham (conforto) e sthira (estabilidade).

O hatha yoga proposto pelo Studio ShantYoga ocorre da maneira mais aberta e desmistificada possível, sem conotação religiosa, dogmas ou credos. Se tiver oportunidade, venha conhecer!

Namastê!

Silvia Oliveira

Perdoar-se – um dos aspectos de ahimsa, não violência

Perdoar-se – um dos aspectos de ahimsa, não violência

O sistema do yoga é completamente norteado e embasado por seus princípios éticos, entre os yamas, temos ahimsa, a não violência.

Esse preceito se mostra importante em seus muitos aspectos, tanto os pessoais quanto os interrelacionais. Para termos paz, o contrário da violência, temos de desenvolver tolerância, paciência e gentileza, pois, em todas as relações, sejam familiares, profissionais ou de amizade, podemos perceber como a mera intenção de manter o bom comportamento pode não sustentar a calma por muito tempo devido a não se estar em paz internamente.

Por isso, a primeira pessoa com quem você tem de praticar ahimsa é consigo mesmo. Isso não significa ser condescendente, vitimado ou irresponsável. A solução está justamente na contramão disso tudo: fazer nossa autoanálise com a lupa do amor e respeito. Reconhecer as próprias dificuldades por um prisma amoroso nos permite recomeçar com nova força a cada dia. Se ontem não consegui fazer o meu melhor em algo proposto, hoje posso me esforçar para lapidar, até mesmo um pouco, aquele comportamento, pensamento ou sentimento, aperfeiçoando-me sem o peso da culpa e do retrocesso que dela decorre, podendo avançar de modo leve.

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Perdoar-se e observar como ser melhor nos mostra a necessidade de tratar o próximo da mesma forma, sendo empático e generoso. Isso não é nada fácil, pois inconscientemente temos a tendência de projetar as próprias mazelas no outro e, por isto, queremos quebrar o espelho.

Vem daí a importância do exercício do autoconhecimento e a razão da existência de uma base ética no yoga que precede os asanas (posições do yoga), os pranayamas (exercícios respiratórios) e a meditação. Sem esse prévio esforço diário de “ser” melhor, buscando um caminho do meio entre o esforçar-se e o respeitar-se, e também entre dar o melhor de si e o reconhecimento dos seus limites como um ser humano passível de erros e enganos, a prática do yoga apenas no “tapetinho” pode mostrar-se infrutífera. Desde sempre ouvimos famosos dizerem ser a paz mundial o seu maior desejo, acabando por tornar o assunto algo simplesmente simbólico, corriqueiro, sem força no mundo presente. No entanto, esse tema é sempre atual, iniciando-se internamente, pois sem ter a paz dentro de nós, não temos como transportá-la para o global.

Sendo assim, se você deseja mais da vida, de si mesmo e do yoga, aproveitará essa sabedoria milenar em todo o seu contexto ao buscar o constante autodesenvolvimento como quem afina um instrumento musical, dosando autossuperação com autorrespeito, conjuntamente da resiliência e da capacidade de rir das próprias quedas.  Assim, se tornará um ser humano melhor, um praticante de yoga para além do tatame, consciente da sua luz.

Namastê!

Silvia Oliveira

Adaptações na prática do yoga

Adaptações na prática do yoga

Se você realmente deseja vivenciar o yoga, a prática deve se adequar a você, e não o contrário.

Algumas vezes vemos o yoga sendo ensinado seguindo a influência histórica da educação física, trazendo a ideia de rendimento a qualquer custo, contradizendo sua essência de respeito aos próprios limites sem comparar-se com os outros.

A prática de yoga é para todos, seja qual for o seu momento de vida.

O ideal é realizarmos a prática com o acompanhamento de um profissional; um professor de yoga, capaz de orientar e trazer a vivência para a sua realidade, atento a possíveis desconfortos e dores.

Cada pessoa tem sua história corporal e essa deve ser levada em conta. Primordialmente temos de evitar as dores articulares, adaptando sempre as posições do yoga (asanas) ao surgir a necessidade. É perfeitamente possível trabalhar, assim, alongamento, postura, amplitude articular e muscular enquanto se respeita o limiar de dor; exigindo certo esforço do corpo, porém sem se machucar – desfazendo o esforço interno e mental.

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Por exemplo, se ao se sentar, seja para realizar exercícios respiratórios, meditação ou asanas, o aluno sentir dor no joelho, quadril ou lombar, isso dificultará a sua vivência, tirando a paz de espírito, objetivo fundamental no sistema do yoga como um todo. Nesses casos, podem ser sugeridas adaptações, como uma forma diferente de sentar (numa almofada, banquinho ou até cadeira), flexionar menos os joelhos ou fazer um apoio para a testa com as mãos (como na posição da criança). Até durante uma saudação ao sol é possível modificar formas de apoios e passagens, facilitando o aprendizado e evitando lesões.

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O significado vital do asana é ser uma posição estável e confortável, sendo essa a prioridade.

Manter a constância na prática faz toda a diferença para conquistar progresso, levando em consideração que desejamos principalmente lapidar nosso ser interno através do físico.

Namastê!

Silvia Oliveira

A regra dos 5 segundos e o yoga

A regra dos 5 segundos e o yoga

Recentemente comecei a ler o livro O Poder dos 5 Segundos, de Mel Robbins. Ele está me fazendo rever muitos aspectos da minha vida, e também perceber as várias conexões existentes entre seus princípios e o yoga.

Um desses pontos conectados é a ação, pois o yoga, diferente do que se pensa, é muito prático, pois logo no início já se notam seus benefícios. De certa forma, sabemos que o óbvio é fazer o que precisa ser feito e, em geral, temos ideia do que precisamos cultivar em nossas vidas para sermos bem-sucedidos. Então, por que muitas vezes, mesmo sabendo o quanto algo é bom para nós, nos sabotamos?

No livro, é dito que “Procrastinação é ’um desejo inconsciente de se sentir bem nesse exato momento’, de modo que você possa sentir um pouco de alívio por ter se livrado momentaneamente do estresse” – conforme Timothy Pychyl, professor de psicologia na Universidade Carleton, que estuda procrastinação há mais de dezenove anos. Como começar a mudar? Parta do possível.

A proposta essencial de O Poder dos 5 Segundos é: faça uma contagem regressiva – 5, 4, 3, 2, 1, e parta para a ação mesmo parecendo ser uma simples e pequena atitude, como levantar da cama de manhã, pois “a menos que vença os sentimentos que desencadeiam os seus maus hábitos e dê um empurrão em si mesmo para simplesmente começar, você nunca vai mudar“.

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Ao colocar em prática a regra dos 5 segundos, o segundo ponto que noto em comum é a atenção no aqui e agora, dando um passo de cada vez, apesar das mil resistências mentais que surgem.

E, enfim, o terceiro ponto é o embasamento científico. Embora tanto o yoga quanto a regra dos 5 segundos tenham se desenvolvido de forma empírica, a ciência confirma seus mecanismos e mostra porque e como funcionam.

Alguns dos pequenos, mas importantes passos que iniciei são:

– antes das 07h30 ter feito minha oração / meditação / yoga;

– ainda pela manhã, escrever;

– comecei um treino de dez dias seguidos me filmando para evoluir desenvoltura ao falar com o público através da câmera.

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E você? Quais sementes gostaria de plantar, cultivar e frutificar? O que deseja transformar em si mesmo? Cada um de nós saberá dizer as importantes coisas adiadas e o quanto isso pode minar energias e a realização de sonhos.

Pode ser que praticar yoga esteja nos seus planos e você argumente não ter paciência, tempo ou coragem para começar. Talvez possa usar a regra dos 5 segundos para te impulsionar… 5, 4, 3, 2, 1, yogar!

Namastê!

Silvia Oliveira

Não existe perfeição no equilíbrio, e sim na busca constante dele

Não existe perfeição no equilíbrio, e sim na busca constante dele

Se observarmos atentamente, notaremos como tudo no universo segue um princípio não linear de procurar o equilíbrio. Vemos isso, por exemplo, nas células do corpo humano em seu processo de homeostase (capacidade do organismo de manter o meio interno em equilíbrio apesar das alterações do meio).

No sistema do hatha yoga constatamos os mesmos conceitos (absorção de nutrientes e eliminação de resíduos): nós nos nutrimos com o movimento e a consequente manutenção da boa postura, com o controle respiratório e o yoga mental (samyama), onde  a purificação – saucha – permeia essas técnicas e cria condições favoráveis à eliminação de bloqueios e obstruções que surgem nos sistemas físico e mental, melhorando seu desempenho.

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Enquanto praticamos yoga percebemos nossa rigidez, resistência e desconcentração, e o fato de encararmos esses empecilhos ao nosso desenvolvimento e utilizarmos os instrumentos que o yoga nos oferece, atraímos maleabilidade e leveza, fluindo com a vida.

Tanto os empecilhos que eliminamos quanto o processo de eliminação mostram as atividades essenciais de manutenção da vida.

Uma boa ilustração são as posições de equilíbrio do yoga, como a da árvore, do dançarino e da palmeira; enquanto as fazemos, podemos notar a instabilidade física e /ou emocional, e nos sentirmos frustrados. Porém, mesmo nessa fase de conquista da posição, de percepção do que está desequilibrado, já estamos desenvolvendo positivamente esses mesmos aspectos.

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Desta forma, o yoga, assim como a natureza do ser humano em seu funcionamento biológico, nos mostram que “não existe perfeição no equilíbrio, e sim na busca constante dele”.

Namastê!

Silvia Oliveira

Dicas para manter-se firme na prática do yoga – e assim, colher os frutos de renovo e qualidade de vida

Dicas para manter-se firme na prática do yoga – e assim, colher os frutos de renovo e qualidade de vida

CONSTÂNCIA

Algo que realmente faz a diferença é manter a constância. Porém, sabemos que muitos empecilhos podem surgir no caminho: a correria do dia a dia e o cansaço, que pode vir de muitas fontes – como sobrecarga no trabalho, dores, indisciplina etc.

Se analisarmos essas fontes que sugam nossa energia, perceberemos que algumas delas são inevitáveis. Porém, podemos controlar alguns hábitos e pensamentos se tivermos consciência do que nos atrapalha.

Como eu posso estar mais disposta (o) para praticar yoga? O ideal é cultivar esses hábitos sempre, mas você pode começar fazendo um ritual para os dias da sua prática de yoga, por exemplo.

Os preceitos éticos do yoga – yamas e niyamas dão sustentação a todo o sistema. Vale a pena revisar e empenhar–se em vivenciá-los se deseja ver o yoga desabrochar em todas as áreas da sua vida e te transformar!

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Vamos relembrar os prismas de alguns deles.

Cultivar gratidão – santosha

Mesmo em dias difíceis é possível buscar aspectos da nossa vida que somos gratos. E assim você poderá iluminar seus pensamentos com vários desses lampejos. E claro que sempre ajuda ter um sorriso no semblante!

Moderação dos sentidos – brahmacharya

– Dormir melhor – na noite anterior a sua prática de yoga, se possível, tenha oito horas de sono, faça uma refeição leve e um relaxamento autoconduzido (yoga nidra) antes de dormir.

– Respirar melhor – durante todo o dia procure dar atenção a sua respiração, expirando devagar; faça desse foco um processo meditativo.

Autodisciplina – tapas

Para manter a constância precisamos de autodisciplina. Praticar yoga e meditação pode ser considerado algo lúdico e até supérfluo. E, às vezes, temos a impressão de que não terá tanto problema assim se não praticarmos com certa constância. Veja bem! Quando fazemos yoga dando o nosso melhor, nos sentimos mais centradas (os) e tranquilas (os), e esse é o nosso “normal”; nem percebemos a diferença. Só quando não treinamos é que ficamos estranhas (os), irritadiças (os) e desconcentradas (os).

É claro que vai dar algum trabalho (como todas as coisas que valem a pena na vida). Você terá de se organizar, tirar algum tempo de qualidade pra isso; terá de dar certa prioridade. Criar uma rotina com hábitos saudáveis com o tempo se tornará algo prazeroso e você construirá um porto seguro pra se renovar e voltar sempre que precisar.

Namastê!

Silvia Oliveira

As relações entre praticar yoga, amar-se e não se comparar com os outros

As relações entre praticar yoga, amar-se e não se comparar com os outros

“Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje.” Jordan B. Peterson

Um dos melhores aspectos da prática do yoga é o fato de não se comparar com ninguém, sabendo da intenção de levar as atitudes vivenciadas durante a aula de yoga para o nosso dia a dia. Temos a orientação e inspiração do professor, mas na verdade o asana – posição de yoga – pertence somente a você, levando em consideração sua história corporal, respeitando seus limites e como está se sentindo no momento.

Numa aula conscienciosa de yoga não existe (ou não deveria existir) nenhum tipo de incentivo à comparação. Não se trata de uma aula de exercícios físicos onde o instrutor demonstra enquanto ensina e os alunos buscam imitá-lo a qualquer custo, nem ter como parâmetro a (o) colega ao lado, que pode ter mais ou menos flexibilidade, força ou resistência.

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Numa sala de yoga não há necessidade de espelhos, pois o que buscamos é o nosso espelho interno, desenvolvendo consciência corporal, respiratória e mental, percebendo onde e como estamos no espaço. Portanto, você se compara somente com você mesmo – como está hoje em relação a ontem, e isso com autoconsideração, respeito e amor próprio. Ao mesmo tempo busca render-se ao asana dando o seu melhor e se desfazendo do esforço interno e mental, encontrando o caminho do meio entre o soltar-se e o esforçar-se.

O sistema de hatha yoga nos dá os instrumentos para o autoconhecimento e quanto mais nos conhecemos, mais chances temos de cultivar a autoestima de forma lúcida sem comparar-nos com os demais.

Namastê!

Silvia Oliveira