Guta Chaves, atriz

Pra quem é da região, o estúdio é um ótimo local, tanto pelo próprio espaço quanto pela localização. Se você está esperando que a prática ensinada pela Silvia seja para você alcançar somente um corpo saudável, talvez esse não seja seu lugar. A Silvia tem uma percepção e sensibilidade incríveis e ela vai saber exatamente o que você precisa fazer, não o que QUER fazer. Ela mostra que o yoga vai além das posturas e nos permite mergulhar em nosso interior. Ela é muito especial!

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Preceitos éticos do yoga – yamas e niyamas

Preceitos éticos do yoga – yamas e niyamas

O Yoga é  um sistema composto de oito etapas. É como se fosse uma longa e maravilhosa caminhada subdividida em oito grandes passos. Esses passos são bem descritos no texto mais antigo que se conhece sobre o assunto, o Yoga Sutras, escrito por Patanjali, o grande filósofo indiano do século VI a.C.

Para percorrer o caminho, o praticante deve observar sempre os dois preceitos éticos que dão sustentação a todo o sistema. Esses preceitos éticos, os yamas (disciplina externa) e os niyamas (disciplina interna), se tratam de atitudes primordiais que desenvolvem a saúde mental.

Os cinco yamas são:

Ahimsa: não violência;

– Satya: verdade / não mentir;

– Asteya: não roubar;

– Brahmacharya: fazer tudo muito bem feito, da melhor maneira que você conseguir;

– Aparigraha: não acumular / desenvolver o desapego.

Os cinco niyamas são:

– Sauca: pureza / limpeza;

– Santosha: contentamento;

– Tapas: perseverança / disciplina;

– Svadhyaya: auto estudo;

– Isvara-Pranidhana: caminho espiritual.

Os preceitos éticos acima precedem asanas (exercícios psicofísicos), pranayama (exercícios respiratórios)pratyahara (abstração dos sentidos) e samyama (yoga mental).

Pode-se notar que para ser bem-sucedido em sua prática de yoga, é necessário esforçar-se em desenvolver atitudes que expressem a saúde interna (psíquica e espiritual) com os demais e consigo mesmo.

São preceitos encontrados em várias épocas e culturas no mundo e, por isso, Patanjali os chama sarvabhauma, supremos ou universais, pois eles valem para todas as pessoas e em todas as circunstâncias.

Namastê!

Silvia Oliveira

Dicas para facilitar a meditação

Dicas para facilitar a meditação

Quando analisamos a base que fundamenta o yoga, percebemos que todos os passos dessa metodologia se propõem a nos conduzir à autorrealização, também conhecida como samadhi, que é o oitavo e último passo. Nessa jornada, percorremos um caminho que desenvolve nossos aspectos sutis e densos desde preceitos éticos e comportamentais – relacionamentos, trabalho corporal, trabalho respiratório – até o mental (samyama) por meio de concentração e meditação.
Sabemos que toda jornada começa com o primeiro passo e, na trilha do yoga, tudo é prático desde o início. Temos de experimentar para entender; vivenciar para aprimorar.

Esse sistema é apresentado em oito passos com o intuito de ser mais didático, porém todas essas etapas estão em constante interação. Por exemplo, o estado contemplativo da meditação, isto é, o exercício da atenção no momento presente, é constante na prática de yoga.

No hatha yoga, a meditação costuma vir depois de um preparo feito por meio de exercícios psicofísicos e respiratórios, que envolvem também o relaxamento.

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Além disso, existem momentos específicos em que desejaremos nos sentar exclusivamente para meditar. Nesses instantes, talvez nos defrontemos com algumas dificuldades. A principal delas pode ser encontrarmos uma maneira de nos mantermos estáveis e confortáveis física e mentalmente. Normalmente, praticamos a meditação quando estamos sentados. Se você, por qualquer motivo, não sentir estabilidade e conforto enquanto estiver sentado na almofada sobre o chão, sente-se em uma cadeira, um banco ou uma poltrona. O primordial é estar com a coluna alinhada.

Uma maneira breve e eficiente de se preparar para meditar é fazer uma sequência que trabalhe tanto os cinco movimentos da coluna como a consciência na respiração.

Assim, você vai alongar, estimular beneficamente o sistema nervoso, se concentrar e desfazer as estagnações de energia em seus principais vértices (chakras), que estão localizados ao longo da linha do meio do corpo.
Prepare, portanto, sua fisiologia física e sutil para a meditação; e assim facilitar sua prática com essas dicas.
Logo traremos sequências de cinco movimentos da coluna para realizar tanto sentado na cadeira, quanto no chão.

Namastê!
Silvia Oliveira

O que você pensa sobre yoga? Conheça o outro lado da moeda

O que você pensa sobre yoga? Conheça o outro lado da moeda

“Você precisa aprender a ficar imóvel em meio a uma atividade, e a ser vibrantemente vivo em repouso.”

Mahatma Gandhi

Muitas pessoas tem a ideia de que praticar yoga é algo parado e lento, no qual a única coisa feita é entoar o OM e relaxar. Caso você seja uma dessas pessoas, eu te convido a conhecer o outro lado da moeda: o que o yoga pode fazer por você.
Embora o hatha yoga seja praticado de forma sutil, ele trabalha em nós força, resistência e equilíbrio. Não é apenas sobre ficar parado em uma posição, pois por conta dele sempre haverá um vibrante dinamismo internamente. E também o contrário, pois um asana pode exigir bastante fisicamente e mesmo assim se estar tranquilo e relaxado por dentro.
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Através de exercícios psicofísicos e respiratórios, relaxamento, técnicas de meditação e concentração somos conduzidos a esse desenvolvimento.
Esse auto conhecimento acontece porque o yoga vai além do físico, não trabalhando apenas aspectos corporais, tais como alongamento, postura, amplitude articular e muscular. Trabalha também na melhora de um âmbito interno, mental e psicológico. É capaz de juntar em um só a consciência corporal, a respiratória e a mental.
Se o yoga é tão completo, de maneira que a ciência atesta os benefícios desse sistema e a mídia divulga esses estudos, então porque algumas pessoas, mesmo curiosas, são resistentes em experimentar?
Muito se deve a forma como o yoga tem sido apresentado ao longo do tempo por algumas linhas e sistematizações. Por vezes de maneira demasiado mística, repleta de credos e superstições; um exemplo disso seria afirmar que o yoga é preferencial para determinada faixa etária, sexo e/ou religião. Estas questões podem atrair alguns, enquanto comumente afasta vários outros.
A prática de yoga é para todos, tanto que em 2016 a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) declarou o yoga Patrimônio da Humanidade, pois reconhecem que “se baseia na unificação da mente, corpo e alma, melhorando o bem estar mental, físico e espiritual das pessoas.”
Então lhe deixo aqui o desafio de experimentar, ou caso já conheça, aprimorar essa prática que, conforme a UNESCO, influenciou numerosos aspectos da sociedade, desde a saúde até a educação e as artes.
Quando decidimos encarar esse desafio, normalmente, antes de iniciar, fazemos uma pesquisa sobre escolas de yoga, professores e seus métodos de ensino. Se estiver nesse momento de vida, sugiro que se utilize de um dos princípios éticos do hatha yoga: o autoestudo (svadhyaya). Evitando assim, aceitar com fé cega tudo o que lê, ouve ou encontra. E deste jeito, poderá explorar plenamente esse universo do yoga, se utilizando do viveka: discernimento.
Namastê!
Silvia Oliveira
Os cinco movimentos da coluna e seus benefícios

Os cinco movimentos da coluna e seus benefícios

“Não sacrifique o instinto do corpo pela glória da postura.”
Vanda Scaravelli

Com a realização dos cinco movimentos que a coluna pode fazer, adquirimos mais saúde, flexibilidade e autoconhecimento. Mas, para que o ganho seja real, consistente, esses movimentos devem ser realizados com consciência – uma vez que no hatha yoga eles fazem parte de um sistema pelo qual buscamos o entendimento prático de como respirar, como pensar, e como alinhar-se nos asanas (posições). Vejamos em detalhes quais são esses cinco movimentos.

– Flexão da coluna. Nos exercícios que objetivam a flexão da coluna, inclinamos o tronco para frente ou aproximamos o tronco das coxas. Assim, alongamos os músculos posteriores do corpo. As posições de flexão estimulam a digestão, aumentam a flexibilidade dorsal e acalmam o organismo. Veja a seguir uma das posturas desse tipo de flexão.

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balasana
posição da criança, posição do embrião
bala = jovem, infantil, não totalmente desenvolvido

– Extensão da coluna. Nesses exercícios, inclinamos o tronco para trás ou, simplesmente, distanciamos o tronco das coxas, para alongar os músculos anteriores do corpo. As posições de extensão promovem maior mobilidade e flexibilidade da coluna, pois, quando alongamos, expandimos a região torácica, o que é muito revigorante.

bhujangasana

bhujangasana
posição da cobra
bhuja = braço ou ombro + anga = membro

– Inclinação lateral da coluna. Aqui, o corpo se inclina lateralmente com relação a seu eixo, alongando os músculos laterais.

Mature woman practicing yoga

parivrtta janu sirsasana
posição inversa da cabeça no joelho
parivrtta = virar, rolar; janu = joelho; sirsa = tocar com a cabeça

– Torção ou rotação da coluna. Com esses exercícios, o corpo gira em seu próprio eixo, alongando a maioria dos músculos do tronco. As posições de torção ajudam na digestão e na eliminação de toxinas, e tonificam a coluna vertebral. Veja um exemplo.

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ardha matsyendrasana
meia posição do rei dos peixes
ardha = metade; matsya = peixe; indra = governante, rei

– Extensão axial. Com um esforço interno, podemos realizar o quinto movimento da coluna, que busca reduzir, por meio da intenção e da postura, as curvaturas primárias e secundárias que sempre existem quando estamos displicentes. Com essa prática, é possível favorecer a ampliação do espaço entre as vértebras, alongando o comprimento total da coluna.

Durante as aulas, para estimular o aprendizado desse movimento, costumo convidar os meus alunos a se lembrarem de um “fiozinho puxando no alto da cabeça”. E é isso mesmo. Imaginando que temos um fio nos puxando para o alto, em linha reta, nós nos dedicamos com mais consciência ao esforço da extensão axial. É como se vencêssemos a força da gravidade. Veja um exemplo, que podemos realizar mesmo quando estamos sentados.

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sukhasana
posição fácil
sukha = confortável, suave, agradável

O quinto movimento da coluna merece especial atenção. Ele pode ser utilizado em variados momentos da prática de yoga. É assim quando nos sentamos para meditar e fazer exercícios respiratórios. Basta observar: tudo flui de forma mais favorável quando empenhamos a consciência em manter a coluna alinhada. Se estamos conscientes do “fiozinho puxando no alto da cabeça” é possível descontrair as curvaturas normais da coluna e, desse modo, diminuir a chance de cansaço e de lesões à estrutura do esqueleto. Ganhamos mais elasticidade.

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Outro segredo para sentar-se bem é colocar uma almofada ou um cobertor dobrado embaixo das nádegas. Esse recurso nos permite elevar a base da coluna, o que compensa a flexibilidade limitada e restaura a curvatura natural.

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Entendendo como realizar esses movimentos com a sua coluna, você poderá ganhar autonomia em sua prática de yoga e montar suas próprias sequências. Além dos cinco movimentos, leve em consideração outras posturas possíveis do corpo: em pé, sentado, deitado ou as chamadas posições invertidas (quando as pernas ficam para o alto, acima da cabeça), que estimulam o sistema endócrino e melhoram a circulação. Na imagem a seguir, além dos cinco movimentos, vemos representadas posições de equilíbrio, inversão, relaxamento e meditação (de manter a coluna sempre estendida, em linha reta).

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Com a prática é possível notar e “pontuar” combinações de vários movimentos da coluna em uma única posição, como na figura abaixo.

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parivrtta trikonasana
posição invertida do triângulo
parivrtta = virar-se, inverter; tri = três; kona = ângulo

Mais importante, porém, é na nossa prática vivenciarmos os movimentos de flexão, torção e latero-flexão, sem abrir mão da intenção (consciência). Ao praticar em casa, o ideal é realizar, além dos cinco movimentos da coluna, as práticas completas – incluindo exercícios respiratórios, relaxamento e técnicas de meditação e concentração (pratyahara). Lembre-se apenas que essas orientações logicamente não substituem um professor: meu objetivo é somente ajudar você a conquistar, cada vez mais, autonomia em sua prática pessoal.

Namastê!

Silvia Oliveira

A consciência na prática do yoga: consciência no corpo

A consciência na prática do yoga: consciência no corpo

Onde existe consciência, existe vida. No yoga, a consciência pode ser dividida em três núcleos: consciência do corpo, consciência da respiração e consciência da mente. Falaremos sobre cada um deles separadamente, mas é bom lembrar que eles estão em constante interação. São inseparáveis – da mesma forma que os passos do aprendizado e da prática do yoga, de acordo com Patanjali. O yoga propõe integrar e aprimorar os aspectos internos (psíquico e espiritual) por meio dos aspectos externos (que estão no físico). Por meio do corpo como instrumento, podemos desenvolver as dimensões mais sutis. 

No hatha yoga, consciência do corpo (também poderíamos dizer  consciência no corpo) indica o ajuste na posição (asana). Esse ajuste ocorre quando o corpo encontra conforto e equilíbrio na postura estável sem que apresente contrações dolorosas ou angústias. É por isso que se diz que, ao conquistar o asana, o iogue assume naturalmente a posição que pretendia alcançar.

Quando isso acontece, é desejável trabalhar os aspectos sutis ou internos (mente, emoções e alma) por meio do aspecto grosseiro ou externo (o corpo). Patanjali não descreve quais são os diferentes asanas do yoga, apenas diz que um asana é a posição que deve ser estável e confortável, contemplando o relaxamento do esforço.

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Com a devida observação, o praticante de yoga percebe como o seu corpo está no espaço. Ele percebe isso como se olhasse para um espelho interno. Sempre respeitando os seus limites, ele observa seu mestre. Contudo, sabe que o asana é só seu, e não deverá ser comparado ao de mais ninguém. É então que ele aprende como executar o asana corretamente, pois internaliza os métodos de entrada, manutenção e finalização da posição.

Essa percepção é desenvolvida por meio da constância, da persistência na prática atenta. Com o tempo, o praticante ganha autonomia e aprende a identificar os muitos efeitos que as variadas posições de yoga causam ao corpo, à respiração e à mente. Dessa forma, ele sente os benefícios do yoga em sua totalidade transformadora, e também pode vivenciá-los no seu dia a dia.

Namastê!

Silvia Oliveira

Studio ShantYoga oferece aulas de hatha yoga e massoterapia num espaço com uma vista e ambiente relaxantes. Nosso diferencial é a atenção individualizada: nossas turmas têm, no máximo, cinco alunos. A aula de yoga tem duração de uma hora e a vestimenta ideal é leve e confortável.

Por meio de exercícios psicofísicos e respiratórios, relaxamento e técnicas de meditação e concentração, o hatha yoga proposto pelo nosso estúdio ocorre da maneira mais aberta e desmistificada possível, sem conotação religiosa, dogmas ou credos. O ensino é feito de forma que o aluno entenda os ajustes nas posturas e desenvolva maior percepção e controle de seu corpo, mente e respiração, conquistando autonomia em sua prática. Assim, poderá beneficiar-se cada vez mais do yoga como uma ferramenta para melhorar sua qualidade de vida.

O Studio ShantYoga possui um ambiente agradável com excelente localização, na esquina da Brigadeiro Faria Lima com a Rebouças, no Jardim Paulistano. Com sua incrível vista que nos transcende para além da cidade, podemos ter uma experiência de tranquilidade e aprendizado, podendo voltar para os nossos afazeres com o coração calmo.
Além disso, estamos a apenas oito minutos da estação de Metrô Faria Lima, facilitando seu acesso.

A proposta do Studio ShantYoga é oferecer atenção individualizada tanto nas aulas em grupo quanto nas de personal yoga, respeitando as diferenças da história corporal de cada um e fazendo as adaptações necessárias para que o aluno tenha progressos significativos em sua prática, sem riscos de lesões.

Yoga Laboral

Yoga Laboral

O Yoga Laboral é uma prática adaptada ao ambiente de trabalho, realizada sem necessidade de acessórios e com exercícios que respeitam o tempo, o espaço e as condições de cada equipe.

Inspirado nos princípios do yoga, ele amplia e aprofunda os efeitos da ginástica laboral, indo além do cuidado físico imediato. A prática envolve alongamentos conscientes, mobilidade articular, fortalecimento suave e atenção à postura, sempre integrados à respiração.

Mais do que aliviar tensões musculares, o yoga laboral atua também no aspecto interno — mental e emocional — favorecendo maior clareza, presença e equilíbrio no cotidiano profissional.

Por meio de exercícios psicofísicos, técnicas respiratórias, relaxamento e práticas simples de concentração, o yoga contribui para a melhoria da qualidade de vida no trabalho, ajudando as pessoas a lidarem de forma mais consciente com o estresse, a fadiga e as demandas diárias.