Contentamento como ponto de partida

Contentamento como ponto de partida

Coragem para estar na imperfeição da condição humana

Em A coragem de ser imperfeito, Brené Brown aborda uma crença bastante comum — e muitas vezes inconsciente: a sensação de que, quando tudo vai bem, algo ruim inevitavelmente se aproxima. Como se a alegria precisasse ser vigiada. Como se relaxar fosse arriscado.

Esse movimento interno mantém o corpo em alerta e a mente projetada para o futuro. Mesmo em momentos de tranquilidade, surge um preparo silencioso para o impacto. O presente, então, deixa de ser plenamente habitado.

Essa observação contemporânea dialoga profundamente com o que o yoga investiga há séculos.

Ao afirmar, no Yoga Sutra II.42, que através do contentamento (santosha), alcança-se a felicidade suprema, Patañjali não aponta para uma felicidade eufórica ou idealizada. O sutra nos conduz a uma disposição interna capaz de permanecer com a experiência tal como ela se apresenta, sem a necessidade constante de controle, defesa ou antecipação.

Brené Brown nomeia esse padrão como foreboding joy — o medo antecipado da perda quando algo bom acontece. No caminho do yoga, reconhecer esse funcionamento da mente faz parte do processo meditativo. Enquanto houver vigilância excessiva, não há repouso real. Quando a mente se antecipa, a presença se fragmenta.

Por isso, o contentamento não aparece como um estado final a ser alcançado, mas como ponto de partida para a meditação. Um solo interno que permite reconhecer o que está presente, dar espaço à experiência, olhar com curiosidade e gentileza — sem se confundir com ela.

É nesse ponto que o hatha yoga oferece suporte. Corpo, respiração, ritmo e pausa educam a presença de forma orgânica, preparando o terreno para o silêncio sem forçar a mente.

O yoga se apresenta como um sistema integrado. Cada prática sustenta a seguinte. Nada acontece de forma isolada — tudo se entrelaça no processo de aprender a estar.

Quando nos permitimos viver momentos de bem-estar sem culpa, sem desconfiança e sem a necessidade de nos manter em constante estado de alerta, algo se realinha. O corpo encontra mais espaço. A respiração se aprofunda. A atenção retorna, naturalmente, ao agora.

Nesse espaço simples e desarmado, a meditação deixa de ser técnica e passa a ser continuidade da vida.

Coragem para estar — sabendo que a perfeição possível mora justamente na imperfeição da nossa condição humana.

Namastê!
Silvia Oliveira

 

Como o hatha yoga prepara o terreno para a Meditação Cíclica

Como o hatha yoga prepara o terreno para a Meditação Cíclica

Embora eu pratique e dê aulas de yoga há mais de 25 anos, ainda hoje percebo o prazer e o conforto no corpo, na mente e no coração após a prática. É algo que sempre me toca: mesmo conhecendo o “caminho das pedras”, a cada encontro sou novamente convidada a estar no momento presente — e o relaxamento faz parte essencial desse processo.

Segundo o Dr. Roberto Cardoso, em seu livro Medicina e Meditação – um médico ensina a meditar, “se alguém não está numa condição de relaxamento psicofísico, não está meditando”.

Quando o corpo aprende a soltar suas tensões e a mente diminui o ruído, algo se reorganiza por dentro. As energias deixam de se dispersar, as distrações perdem intensidade e uma sensação de calma e flexibilidade internas começa a se estabelecer.

No yoga, o relaxamento não é um ponto de chegada, mas um portal.

O Dr. Rangan Chatterjee, renomado médico britânico e especialista em medicina do estilo de vida, defende em seu livro O Plano dos 4 Pilares que o relaxamento é fundamental para a saúde. Segundo o autor, o estresse crônico está na raiz de muitos problemas físicos e emocionais, e aprender a desacelerar por meio de pequenas práticas diárias é essencial para alcançar mais equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.

Esse estado de relaxamento não é fuga, é preparo.

Ele cria um espaço seguro para que a prática se torne mais interna, mais silenciosa, mais presente. É a partir daí que a meditação pode acontecer com gentileza — como quem entra devagar nos territórios mais íntimos da mente e do coração.

No entanto, o sistema do yoga não se restringe a uma experiência “interna”, nem começa na meditação.

Ele se organiza como um caminho integrado, que atravessa desde as bases éticas — a forma como nos relacionamos conosco e com os outros — até o cuidado com o corpo, a respiração e a atenção.

Ao longo desse percurso, percebemos como a prática corporal educa a atenção, a respiração regula o sistema nervoso e a concentração se refina naturalmente.

Assim, a meditação não surge como algo distante ou abstrato, mas como um desdobramento coerente de um corpo presente, de uma respiração consciente e de uma mente mais estável.

Percebemos, então, como o hatha yoga nos prepara para a meditação: ao treinar o “músculo” da atenção por meio da prática, cultivamos maior lucidez, respeito e amorosidade na forma de lidar conosco, com tudo e com todos.

Por isso, o Studio ShantYoga, além das práticas usuais com uma hora de duração, oferece a Meditação Cíclica (Cyclic Meditation) em aulas de meia hora, nos formatos online ou presencial.

Desenvolvida por pesquisadores como o Dr. H. R. Nagendra, essa prática é cientificamente estudada, com benefícios documentados para a saúde física, mental e emocional em publicações como o periódico Yoga Mimansa.

A Meditação Cíclica ativa o sistema nervoso parassimpático por meio de fases de relaxamento consciente — com yoga nidra intercalada a movimentos suaves — reduzindo estresse, ansiedade e tensão muscular.

Seu formato cíclico, que alterna esforço e pausa, treina o corpo a acessar estados profundos de descanso de forma mais rápida e natural.

Deixo aqui o convite para que você experimente uma aula e possa sentir, no próprio corpo, os benefícios dessa prática enraizada no hatha yoga e adaptada para o presente.

Namastê!
Silvia Oliveira

Reaprender o Prazer de Respirar

Reaprender o Prazer de Respirar

Assim como o nosso organismo é um todo interdependente, o yoga em seu sistema oferece ferramentas para cuidar do corpo, da mente e da respiração, atendendo ao nosso ser integral.

A base para todas as melhorias e benefícios é o controle respiratório.

No yoga, que não tem a respiração como um fim em si, mas como um instrumento inerente a sua prática, valoriza-se a pausa e o prolongamento da expiração.

Respirar profundamente estimula o funcionamento dos órgãos e vísceras (principalmente coração, estômago, rins e intestino) que, por meio dos movimentos respiratórios, recebem uma massagem.

 

 

Por meio da prática do hatha yoga, reaprendemos a respirar de forma consciente, entendendo como a respiração funciona e como usar melhor a nossa capacidade pulmonar — algo que pode ser aprendido e praticado no dia a dia. Equilibrando ritmo, associando técnicas (como os bandhas) e potencializando resultados.

A respiração consciente facilita a prática da meditação e do relaxamento, regula o sistema nervoso e as emoções, trazendo foco e bem-estar.

Fica o convite para começar 2026 com a prática do yoga, reaprendendo a respirar, cultivando a presença e desfrutando a vida com mais calma e consciência.

Namastê!

Silvia Oliveira

 

Posição do Golfinho – conheça e mergulhe nesse asana

Posição do Golfinho – conheça e mergulhe nesse asana

O golfinho é uma das melhores posições de yoga (asanas) para desenvolver força e flexibilidade nos ombros e melhorar o alinhamento da parte superior das costas e da cintura escapular. Também é uma excelente preparação para posições com o equilíbrio invertido, como as que exigem que você se apoie sobre a cabeça ou o antebraço.

Com a prática contínua, você experimentará uma maior amplitude de movimento na coluna e nos ombros e ganhará força nos braços e no core – centro do corpo – enquanto se acostuma com a ideia de sustentar o peso nas mãos, nos braços e na parte superior do corpo.

Porém, leva algum tempo para se ajustar, pois você tem que se acostumar a estar parcialmente de cabeça para baixo. Você também precisa de flexibilidade, força e paciência para abrir a parte superior do corpo e manter essa posição, portanto, você deve preparar sua mente e corpo.

Algumas dicas:

prancha-silvia

– Experimente iniciar com uma variação da posição da prancha, conscientizando e preparando as principais musculaturas envolvidas na posição do golfinho.

golfinho-joelhos-flex-silvia

– primeira variação: comece ajoelhando no centro do tapete e entrelace os dedos, deslizando um dedo mínimo dentro da palma da mão oposta para que você tenha uma superfície plana das mãos, de fora até os punhos. Coloque as mãos no chão, com os antebraços criando uma forma de V. Os cotovelos ficarão separados na distância dos ombros e alguns centímetros à frente dos ombros.

– adapte a posição quando necessário, por exemplo, flexione um pouco os joelhos

posicao-do-golfinho-apoio-antebracos

– segunda variação: coloque os antebraços paralelos entre si, com os punhos e cotovelos separados na distância dos ombros

– observe o bom alongamento dos ombros e da coluna

– mostre os ísquios para o teto e afaste os ombros do pescoço

– perceba a força usada para se afastar do chão: empurre ativamente para baixo com os antebraços, mantendo os cotovelos na direção dos ombros.

– use esse apoio dos antebraços para afastar os ombros do pescoço e deixe sua cabeça pender livremente

– mantenha a atenção na respiração

A posição do golfinho é conhecida por acalmar o cérebro e ajudar nos sintomas de depressão. Essa posição pode ajudar a aliviar o estresse, a ansiedade e animá-lo quando estiver triste!

Contudo, lembre-se de que os asanas são parte integrante de todo um sistema a ser praticado e vivido. Busque orientação de um (a) especialista, um (a) professor (a) de yoga e como sempre respeite seus limites, buscando estabilidade e conforto na posição em meio ao desafio e exigência. Não existe posição milagrosa e sim a sua constância, disciplina e prudência em praticar yoga.

Você pode incluí-la no final da sua prática de yoga, como uma posição semi invertida antes do relaxamento e meditação.

Contraindicações: lesões no ombro, glaucoma, pressão alta, AVC recente.

Namastê!

Silvia Oliveira

 

COMO O YOGA PODE E VAI MELHORAR SUA IMUNIDADE

COMO O YOGA PODE E VAI MELHORAR SUA IMUNIDADE

Em meio a tantos acontecimentos que mudam nossa rotina e comportamento, interferindo direta ou indiretamente em nosso trabalho, finanças e saúde, nossa imunidade tende a diminuir. Porém, sabemos que nosso organismo sempre está sujeito a oscilações na imunidade e cabe a nós administrar o estresse e buscar caminhos de equilíbrio.

Para ter uma “boa imunidade” nosso organismo precisa satisfazer, com qualidade, as necessidades de alimentação balanceada, dormir bem, praticar exercícios físicos regularmente e reduzir o estresse.

A prática de yoga pode nos auxiliar nesse processo de busca do equilíbrio, pois através do físico como instrumento, podemos alcançar o interno, incrementando a saúde mental e física. Por exemplo, existem posições de yoga (asanas) e exercícios respiratórios (pranayama) que favorecem um sono tranquilo. Yoga e meditação de acordo com literaturas científicas apresentam propriedades antiestresse e anti-inflamatórias, liberando hormônios que ajudam a regular nosso sistema imunológico, pois hatha yoga é uma atividade física moderada.

baddha-konasana-jardim

O isolamento pode nos colocar cara a cara com nós mesmos e nos obrigar a enfrentar situações internas e externas conflitivas e até angustiantes. Por meio do yoga, você saberá como acalmar-se e ter uma nova perspectiva da situação.

Praticar hatha yoga coloca você num círculo virtuoso, em que uma coisa boa leva a outra e pode te dar a força de vontade necessária para priorizar o que te faz bem.

Que tal aproveitar esse tempo de “isolamento” para cuidar do corpo, mente e espírito fazendo YOGA ONLINE? Venha conhecer!

Namastê!

Silvia Oliveira

Para saber mais sobre as descobertas científicas acerca dos benefícios do yoga:

http://evidenciascovid19.ibict.br/index.php/2020/12/26/como-praticar-meditacao-e-ou-yoga-pode-trazer-beneficios-a-saude-fisica-e-mental-colaborando-na-protecao-psicocorporal-relativa-a-pandemia-da-covid-19/

https://drvictorsorrentino.com.br/yoga-e-saude/

https://www.yogajournal.com/yoga-101/strength-your-immune-system-with-yoga/

 

A importância de se colocar em primeiro lugar – Especial Dia das Mulheres

A importância de se colocar em primeiro lugar – Especial Dia das Mulheres

Embora nós mulheres tenhamos ciência dessa importância, por que na maior parte das vezes temos dificuldade de aplica-la no dia a dia?

Sem perceber, estamos priorizando todos ao redor e nos deixando por último. Mas se não estivermos realmente bem, como cuidar de tudo e todos a nossa volta?

Podemos notar na trajetória histórica das mulheres como nas variadas culturas sempre foi esperado de nós esse comportamento, e como nos apropriamos dessa herança de querer “carregar o mundo nas costas”.  Essa característica não é somente feminina, porém, aproveitando o dia elegido para nos homenagear, vou chamar a devida atenção para nós.

blog_24-12-19

Para conseguir entender um comportamento, uma tendência, inicialmente temos de nos autocompreender, pois, como priorizar o autocuidado, sem conhecer as nossas necessidades?

Talvez você já tenha se autoanalisado e saiba exatamente o que precisa, e se esse for o caso, logo, o próximo passo é colocar em prática. E como já conversei com vocês na postagem “A regra dos 5 segundos e o yoga”, talvez você só precise contar 5, 4, 3, 2, 1 e partir para a ação. Agir na direção das coisas que te fazem bem, das vivências energizantes.

Provavelmente você já se pegou interrompendo algo que havia iniciado que seria para o seu – “exclusivamente seu” – bem; tais como yoga, ginástica, tratamento com massagem etc., devido às demandas externas: seja a família, o trabalho, as contas, esquecendo-se da proposta inicial de dar continuidade nas atividades que são para o seu desenvolvimento, fortalecimento e alegria – e de como investir em você é essencial e só desta forma estará bem para dar suporte de qualidade para quem ama e (também) precisa.

posts-asanas-1024x1024

Nessa fase de pandemia, muitas de nós tivemos que encarar muitos medos, receios e até mesmo erros passados refletidos no agora, podendo estar ainda mais aflitas pelos outros, sejam próximos ou distantes. Portanto, é provável que essa tendência, de querer ser um “polvo com mil braços”, que tenta resolver todas as frentes, esteja a se manifestar nesse momento mais do que nunca. Em todas essas fases e crises, temos duas opções: a de continuar fazendo tudo da mesma forma e, consequentemente, apenas ver os problemas aumentando, ou de aproveitar a oportunidade para mudar, aprendendo a colocar limites, respeitando os seus próprios, dizendo “não” quando preciso e “sim” para si, encontrando tempo para se amar e cuidar. Respeitar o próximo é necessário, porém, respeitar a si mesma acima de tudo é mandatório sempre, e ainda mais agora.

Se você está lendo ente post, provavelmente yoga faz diferença na sua vida ou possa vir a fazer, caso se permita começar – ou recomeçar, assim adentrando num universo de novas percepções, conhecendo, respeitando e cuidando mais e melhor do seu corpo, mente e espírito. Pois, além de apenas um exercício físico, yoga te levará ao autoconhecimento, à autovalorização e ao amor próprio. Neste dia das mulheres, desejemos força para mudança, e perseverança para continuar nela.

Namastê!

Silvia Oliveira

 

Incremente sua saúde! Conheça e desperte o “psoas”

Incremente sua saúde! Conheça e desperte o “psoas”

“Amanheceu e esqueci de colocar o celular para despertar mais cedo para praticar um pouco de yoga e dar tempo de tomar um café da manhã mais saudável antes de começar a trabalhar. Devido à pandemia estou trabalhando em casa, e assim como no escritório, fico muitas horas sentada. E pra variar tenho de entregar um trabalho “pra ontem”. Fim de tarde, percebi que mal deu tempo de almoçar, e apenas após ter tomado um banho que “sinto” meu corpo, como está tenso e como estou desconfortável “dentro dele”. Me faz lembrar das resoluções de fim de ano, nas quais desejei ser mais persistente e disciplinada na prática do que me faz bem. Como ter força para fazer o que precisa ser feito? Como o yoga poderia me ajudar?…”

O hatha yoga se propõe a integrar nosso ser por inteiro – corpo, mente e espírito. Através do corpo como instrumento, podemos desenvolver as dimensões mais sutis e também despertar músculos profundos como, por exemplo, o psoas

São vários os fatores geradores de tensão nessa musculatura, como: sedentarismo – ficar sentado por muito tempo, por exemplo -, caminhar no asfalto e se sentir ameaçado. O psoas tenso pode causar dores nas costas, no quadril e até mesmo dificultar a digestão.  

E esse conjunto de músculos se sentem ameaçados por conta das nossas reações de sobrevivência, como lutar, fugir ou congelar, sendo o primeiro músculo a ser ativado nessas situações – lembrando que podemos passar por todas essas sensações sem nem mesmo precisar sair da cadeira.

Isso se dá porque ele está incrivelmente entrelaçado ao sistema nervoso, tanto por sua localização ao longo dos plexos nervosos lombar e sacral, quanto pelo fato de seu topo se ligar à espinha bem ao redor do diafragma. Assim, quando ele está contraído, limita o movimento da coluna e por consequência restringe o movimento do diafragma, nos fazendo respirar com dificuldade. Daí a nossa sensação de desconforto e inquietação depois de muito tempo sentados.

capturar

Trata-se de um tecido sensível, considerado bio-inteligente, portanto esta interconexão também existe com nossas emoções.

O psoas é um músculo longo, profundo, que conecta o tronco às pernas. Sua importância vai desde ser um núcleo de estabilização muscular, interferindo no equilíbrio estrutural, até a influência em nossa força e flexibilidade. Ele inicia as ações de caminhar, correr e curvar-se.

muscolo-psoas

O yoga em sua proposta integrativa nos oferece variados recursos para alcançar esses e tantos outros tecidos e sistemas do corpo, combinando alongamento e fortalecimento, assim como o relaxamento e o “despertar” – ou, em outras palavras, conscientizar.

Em várias posições de yoga (asanas), podemos perceber essas combinações, assim como nessa variação da posição do guerreiro, onde se pode relaxar e alongar o psoas da perna traseira enquanto o contrai (sustenta) na perna anterior.

unnamed-1

posição do guerreiro – virabhadrasana I

Ou quando, deitado, deixa as pernas para cima num apoio, permitindo o relaxamento dessa região, associando com exercícios respiratórios.

legs-up-the-wall-deep-listening

Talvez você não conheça tão bem essa região tão incrível do seu corpo e talvez tenha sido apresentado a ele hoje. Mas com certeza já havia notado sua influência no seu humor, na disposição, no equilíbrio ou na falta dele.

Ao dar atenção ao psoas, sua qualidade de vida vai melhorar e através do yoga você terá muitas maneiras de alcançá-lo, respeitando suas variadas necessidades, seja relaxar, fortalecer ou alongar – de preferência prevenindo, mas se precisar também remediando.

E então “finalmente, depois de tomar banho e refletir sobre tantas coisas, decidi desenrolar o tapetinho e praticar yoga. Meia hora de prática e já me sinto renovada, mais disposta e forte pra ir atrás da realização dos meus sonhos, começando pela autotransformação, com o que tenho hoje. Deste modo, me encontro esperançosa por um 2021 melhor, que começará por mim.”

Próximas postagens veremos algumas sequências de asanas para nos ajudar a “despertar” o psoas.

Namastê!

Silvia Oliveira

Como lidar com a incompletude humana?

Como lidar com a incompletude humana?

Refletindo sobre a natureza do ser humano, que sabemos ser essencialmente luminosa, percebemos como estamos sempre buscando por alegria, satisfação, prazer e beleza. E como não obtemos essa correspondência no grau e constância esperada, normalmente nos sentimos incompletos. A percepção desse sentimento pode ser consciente ou inconsciente, pontual ou constante.

De certa forma, em grande parte essa sensação impulsionou a humanidade em suas descobertas, construções, invenções e infelizmente também destruições. Esses avanços e retrocessos podem ser constatados tanto externa quanto internamente, afetando o homem também em seu corpo, mente e espírito.

O yoga vem nos auxiliar, trazendo recursos práticos, valorizando nossa essência luminosa e sedenta de paz.

1_xh0lalckmhxtwthr-ysenw

Porém, se não lidarmos com a incompletude, poderemos lidar com o ser humano? Dificilmente…

A nossa sociedade cada vez mais incentiva a alienação, a distração e a busca por prazer imediato. Assim, não aceitamos (ou temos muita dificuldade) em reconhecer esse vazio existencial.

Em consequência, sem perceber, muitas vezes estamos no “oito ou oitenta”, num extremo de alienação de coisas realmente importantes ou concentrando a solução dos problemas no “outro” ou nas “coisas”.

Se não aprendermos a dosar a maneira de lidar com essa incompletude interna, seremos eternos insatisfeitos. Ao contrário, se olharmos para isso em nós mesmos e nos demais com reconhecimento e aceitação, poderemos nutrir mais amorosidade, contentamento (santosha) e não violência (ahimsa).

Namastê!

Silvia Oliveira

O Studio ShantYoga agora com aulas de yoga online

O Studio ShantYoga agora com aulas de yoga online

Talvez você já tenha praticado yoga ou tenha vontade de começar. Seja qual for o seu momento, você sempre pode dar os primeiros passos nessa jornada. O principal é respeitar seus limites, cultivar o desejo de ter autoconhecimento e praticar.
Embora o studioshantyoga ainda não tenha retornado presencialmente, mantivemos a prática com as aulas online. Para facilitar o ensino-aprendizagem, durante as aulas utilizamos vídeos demostrando as posições do yoga (asanas). À distância ou presencial, a proposta permanece a mesma: o ensino é feito de forma que o aluno entenda os ajustes nas posturas e desenvolva maior percepção e controle de seu corpo, mente e respiração, conquistando autonomia em sua prática. Assim, poderá beneficiar-se cada vez mais do yoga como uma ferramenta para melhorar sua qualidade de vida.

  • Consulte valores especiais
  • Fotos by Luiz Cersósimo

Namastê!

Silvia Oliveira

convenios-com-empresas

Qual tipo de yoga você faz?

Qual tipo de yoga você faz?

Qual tipo de yoga você faz? É uma dúvida comum de se deparar. Para solucioná-la podemos investigar os motivos por trás dela.

Inicialmente, o yoga não é ginástica, sistema terapêutico nem religião. Porém, uma ciência empírica, uma filosofia de vida, um sistema que pode nos conduzir à plenitude e ao autoconhecimento.

Do hatha-yoga – o estilo encontrado no Studio ShantYoga – todos os demais descendem, sendo a base sustentadora dos diversos nomes e linhas elaborados, podendo representar diferentes maneiras da prática do yoga, para que assim todas as pessoas possam ter o seu espaço.

Se desejamos nos aprofundar no assunto, temos de entender a base que fundamenta toda a prática do hatha yoga.

“Em relação com os demais sistemas, o hatha yoga ocupa um lugar muito peculiar. Uns sistemas o olham como algo inferior, devido à ênfase que coloca no aperfeiçoamento do corpo físico. Outros olham-no como um bom auxílio, embora não indispensável, para chegar a estados profundos de interiorização. Finalmente, alguns o consideram como um passo absolutamente necessário para que o trabalho posterior sobre a mente seja total e permanente.” (Blay, 2004, p. 32).

A palavra yoga vem da raiz sânscrita yuj, que tem dois significados; o primeiro significa junção, união, comunhão, integração. Já o segundo trata dos meios ou das técnicas para atingir essa união. Ou seja, o objetivo do hatha, como veremos a seguir.

Na trajetória histórica do yoga, notamos como a noção da palavra hatha se modificou. A princípio apresentada como ausência de esforço, depois como força e por último como o conceito de polos opostos e complementares, onde “ha” refere-se ao termo surya (sol) e “tha” ao termo candra (lua).

Essa última forma indica representações simbólicas de interação e equilíbrio, tais como espírito e matéria, masculino e feminino e os nadis (canais de energia existentes no corpo) – ida e pingala.

667d689e-d512-496b-80bf-fcd3dacae84f-1

Pelos conceitos que as palavras hatha e yoga expressam, conseguimos entender o propósito da sua criação: integrar nosso ser por inteiro – corpo, mente e espírito – e assim harmonizarmos as dualidades geradoras de sofrimento e confusão causadas por vivermos nos extremos, encontrando um caminho do meio.

Através de exercícios psicofísicos e respiratórios, relaxamento, técnicas de meditação e concentração somos conduzidos a esse desenvolvimento.

Finalmente, o essencial é o “como” fazemos nossa prática de hatha yoga, o quanto estamos conscientes, presentes, nos autoconhecendo, respeitando e observando.

Levando em consideração esse texto, eu lhe pergunto: “o que você pensa sobre yoga?” O ideal é experimentar, sabendo como o hatha yoga é sutil e forte ao mesmo tempo. Portanto, onde quer que esteja praticando, observe o quanto são contemplados os conceitos de sukham (conforto) e sthira (estabilidade).

O hatha yoga proposto pelo Studio ShantYoga ocorre da maneira mais aberta e desmistificada possível, sem conotação religiosa, dogmas ou credos. Se tiver oportunidade, venha conhecer!

Namastê!

Silvia Oliveira