Meditação Cíclica: onde o movimento prepara o silêncio

Meditação Cíclica: onde o movimento prepara o silêncio

Nem toda prática de yoga é igual.

Enquanto muitas aulas trabalham alongamento e relaxamento de forma pontual, a Meditação Cíclica é um método estruturado que treina o sistema nervoso a alternar, de maneira consciente, movimento suave e relaxamento profundo.

Esse formato cíclico — desenvolvido por pesquisadores como o Dr. H. R. Nagendra e estudado em publicações como o periódico Yoga Mimansa — favorece a ativação do sistema nervoso parassimpático, reduzindo estresse, ansiedade e tensão muscular.

Mais do que benefícios, trata-se de refinamento.

A prática nasce do hatha yoga e respeita sua lógica: o corpo prepara, a respiração regula e a atenção se estabiliza. A meditação não é forçada — surge como desdobramento natural de um organismo mais equilibrado.

Não é uma pausa ocasional.
É um treino de presença.

A Meditação Cíclica é oferecida em formato online, em aulas de meia hora — uma proposta estruturada para aprofundar a prática no seu próprio espaço.

Se você busca regularidade, clareza mental e um caminho consistente de autoconhecimento, essa prática pode ser para você.

Agende uma aula experimental e sinta a diferença no próprio corpo.

Namastê!
Silvia Oliveira

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NAVEGAR É PRECISO

NAVEGAR É PRECISO

Ressentimento e direção — uma reflexão sobre presença, responsabilidade e o gesto de navegar a própria vida.

As árvores da frente do meu condomínio foram cortadas. Diziam que estavam comprometidas. Era época de chuvas fortes. Ainda assim, o som da motosserra parecia cortar algo além da madeira.

Olhei pela janela e pensei nos passarinhos. “Devem estar ressentidos.”
Logo percebi: eu estava projetando neles um sentimento que era meu.

Foi assim que cheguei ao livro Ressentimento, da psicanalista Maria Rita Kehl. Ali encontrei uma definição que me atravessou: o ressentimento não é apenas raiva. É uma disposição que se instala. Uma memória que não se move. Uma narrativa que se repete.

Não é um impulso.
É um jeito de navegar que insiste na mesma rota.

Ao dialogar com Nietzsche, Kehl aponta que a raiva impedida pode voltar-se contra o próprio sujeito. O ressentido acusa, mas não se reconhece como vingativo — não por perversidade, mas por impotência.

Mas que impotência é essa?

Uma incapacidade real?
Ou aquilo que sentimos quando precisamos assumir o próprio leme?

Às vezes, o ressentimento nasce quando ainda esperamos que alguém esteja segurando o banco da bicicleta — mas já estamos pedalando sozinhos.

O susto vira medo.
O medo vira acusação.
E a acusação pode virar identidade.

No campo clínico, Kehl observa que o ressentimento frequentemente mantém uma dependência infantil em relação a um outro supostamente poderoso, de quem se espera proteção ou validação. Prefere-se ser protegido — ainda que prejudicado — a ser livre, mas responsável.

Essa reflexão é desconfortável.

Porque o ressentimento não fala apenas do que nos fizeram.
Fala também do que não sustentamos.

Nietzsche recusa o arrependimento como valor moral. A vida não pode ser corrigida retroativamente. Não se trata de negar o sofrimento, mas de não aprisionar o presente ao passado.

Talvez o oposto do ressentimento não seja o perdão idealizado.
Talvez seja direção.

O ressentimento fixa.
A direção move.

E é aqui que o yoga entra — não como fuga espiritual, mas como prática de presença.

No tapete, ninguém respira por nós. Ninguém sustenta nosso equilíbrio. A prática é intransferível. Cada postura é um pequeno exercício de responsabilidade interna: ajustar, recalibrar, escolher novamente.

Não podemos alterar o vento que soprou ontem.
Mas podemos decidir como posicionamos as velas agora.

Talvez amadurecer seja isso:
parar de esperar que alguém segure o banco
e começar a confiar no próprio movimento.

Não corrigir o mar.
Navegar.

Namastê!
Silvia Oliveira

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O desejo pede passagem

O desejo pede passagem

Uma reflexão sensível sobre yoga, presença, ressentimento e desejo como potência viva — uma prática que respeita o corpo e o tempo.

Há momentos em que o corpo fala antes do pensamento. Nesses instantes, a prática de yoga pode se tornar um espaço de escuta — sem pressa, sem correção, sem exigência. Um espaço onde algo que estava contido começa, aos poucos, a pedir passagem.

Nem sempre o que surge é confortável. Durante a prática, podem aparecer tensões, incômodos, resistências, pensamentos repetidos, emoções antigas. Há afetos que carregam histórias longas: ressentimentos silenciosos, culpas difusas, uma certa dureza diante da própria vida. Quando não encontram escuta, esses estados tendem a se fixar no corpo e a se repetir. Mas quando encontram presença, algo começa a se mover.

Vivido com atenção e gentileza, o yoga pode se tornar um gesto investigativo — não no sentido de analisar ou explicar, mas de sentir junto. Reconhecer o que está acontecendo. Permitir que seja como é. Investigar com curiosidade e cuidado. E, talvez o mais delicado: não se identificar com aquilo que passa. A tensão não é identidade. O desconforto não é essência. O ressentimento não é quem somos.

Essas atitudes, tão presentes na prática corporal, dialogam profundamente com o método RAIN, utilizado na meditação como um apoio à consciência e à autocompaixão. Mais do que uma técnica, o RAIN aponta para uma forma de estar: reconhecer, aceitar, investigar e lembrar que a experiência é transitória. No yoga, isso acontece muitas vezes sem nome — no momento em que respeitamos um limite, quando deixamos de brigar com o corpo, quando escutamos o que uma sensação quer mostrar e seguimos respirando.

É nesse campo de escuta que o desejo reaparece. Não como cobrança por desempenho, nem como ideal a ser alcançado, mas como potência viva. Desejo de presença. Desejo de continuidade. Desejo de habitar o próprio corpo com mais verdade e menos violência. Um desejo que não empurra, não exige, não grita — apenas insiste com suavidade.

A prática, então, deixa de ser apenas forma ou técnica. Torna-se um espaço de elaboração sensível, onde o corpo metaboliza afetos, o tempo desacelera e a experiência ganha sentido. Não para eliminar o que dói, mas para dar movimento ao que estava endurecido.

Talvez seja isso que sustente uma prática ao longo do tempo: não a busca por perfeição, mas a possibilidade de escuta. Um caminho que respeita ritmos, honra limites e reconhece que cada gesto de presença já é, em si, um gesto de cuidado.

Quando há espaço, o desejo passa.
Como a respiração que entra quando encontra abertura.

Namastê!
Silvia Oliveira

Um mapa para explorar o blog com presença

Um mapa para explorar o blog com presença

Bem-vinda(o) ao Blog do Studio ShantYoga

Este blog nasceu como um espaço de reflexão, estudo e partilha viva sobre o yoga — para além da prática no tapete.

Aqui, o yoga é compreendido como um sistema integrado, que envolve corpo, respiração, mente, ética e presença no cotidiano. Os textos partem de uma vivência real, construída ao longo dos anos de prática, estudo e ensino, sempre com o cuidado de acolher quem chega, independentemente do nível de conhecimento prévio.

Para facilitar sua navegação, os conteúdos foram organizados por temas, identificados pelas tags do blog. Cada uma delas abre um caminho possível de leitura — você pode seguir aquele que mais ressoa com o seu momento ou simplesmente deixar que a leitura encontre você.


Meditação

Textos sobre práticas meditativas, cultivo da atenção, observação da mente e caminhos de interiorização, respeitando os diferentes tempos e experiências de cada pessoa.


Respiração

Conteúdos que aprofundam o papel do prana — a energia vital — como ponte viva entre corpo, mente e ação consciente.
Aqui você encontra reflexões e práticas que mostram a respiração como base do yoga e apoio fundamental para a presença e a meditação.


Presença

Reflexões sobre estar inteiro no momento presente — na prática de yoga, nas relações e na vida cotidiana. Textos que convidam a desacelerar, escutar e habitar o agora com mais consciência.


Prática Consciente

Inspiração para uma prática atenta, onde conforto e estabilidade caminham juntos, em respeito à inteligência do corpo.
Este tema reúne textos que abordam o como praticamos yoga: com escuta, cuidado, ajustes sensíveis e sem violência, honrando os limites e a sabedoria do corpo.


Yoga e Autocuidado

Textos que relacionam yoga, saúde, limites, descanso e qualidade de vida, reconhecendo o autocuidado como parte essencial do caminho — e não como luxo.


Ética do Yoga

Reflexões sobre os fundamentos éticos do yoga — como yamas e niyamas — e suas aplicações práticas no dia a dia, ajudando a integrar a prática no modo de viver, sentir e se relacionar.


Vida no Studio

Relatos, experiências, novidades e momentos que fazem parte da vida do Studio ShantYoga — encontros, projetos, convites e movimentos que nascem desse espaço vivo de prática e troca.


Sinta-se à vontade para explorar o blog no seu ritmo.
Aqui não há um caminho único — há possibilidades.
Que a leitura seja um convite à presença, ao cuidado e ao autoconhecimento.

Contentamento como ponto de partida

Contentamento como ponto de partida

Coragem para estar na imperfeição da condição humana

Em A coragem de ser imperfeito, Brené Brown aborda uma crença bastante comum — e muitas vezes inconsciente: a sensação de que, quando tudo vai bem, algo ruim inevitavelmente se aproxima. Como se a alegria precisasse ser vigiada. Como se relaxar fosse arriscado.

Esse movimento interno mantém o corpo em alerta e a mente projetada para o futuro. Mesmo em momentos de tranquilidade, surge um preparo silencioso para o impacto. O presente, então, deixa de ser plenamente habitado.

Essa observação contemporânea dialoga profundamente com o que o yoga investiga há séculos.

Ao afirmar, no Yoga Sutra II.42, que através do contentamento (santosha), alcança-se a felicidade suprema, Patañjali não aponta para uma felicidade eufórica ou idealizada. O sutra nos conduz a uma disposição interna capaz de permanecer com a experiência tal como ela se apresenta, sem a necessidade constante de controle, defesa ou antecipação.

Brené Brown nomeia esse padrão como foreboding joy — o medo antecipado da perda quando algo bom acontece. No caminho do yoga, reconhecer esse funcionamento da mente faz parte do processo meditativo. Enquanto houver vigilância excessiva, não há repouso real. Quando a mente se antecipa, a presença se fragmenta.

Por isso, o contentamento não aparece como um estado final a ser alcançado, mas como ponto de partida para a meditação. Um solo interno que permite reconhecer o que está presente, dar espaço à experiência, olhar com curiosidade e gentileza — sem se confundir com ela.

É nesse ponto que o hatha yoga oferece suporte. Corpo, respiração, ritmo e pausa educam a presença de forma orgânica, preparando o terreno para o silêncio sem forçar a mente.

O yoga se apresenta como um sistema integrado. Cada prática sustenta a seguinte. Nada acontece de forma isolada — tudo se entrelaça no processo de aprender a estar.

Quando nos permitimos viver momentos de bem-estar sem culpa, sem desconfiança e sem a necessidade de nos manter em constante estado de alerta, algo se realinha. O corpo encontra mais espaço. A respiração se aprofunda. A atenção retorna, naturalmente, ao agora.

Nesse espaço simples e desarmado, a meditação deixa de ser técnica e passa a ser continuidade da vida.

Coragem para estar — sabendo que a perfeição possível mora justamente na imperfeição da nossa condição humana.

Namastê!
Silvia Oliveira

 

Como o hatha yoga prepara o terreno para a Meditação Cíclica

Como o hatha yoga prepara o terreno para a Meditação Cíclica

Embora eu pratique e dê aulas de yoga há mais de 25 anos, ainda hoje percebo o prazer e o conforto no corpo, na mente e no coração após a prática. É algo que sempre me toca: mesmo conhecendo o “caminho das pedras”, a cada encontro sou novamente convidada a estar no momento presente — e o relaxamento faz parte essencial desse processo.

Segundo o Dr. Roberto Cardoso, em seu livro Medicina e Meditação – um médico ensina a meditar, “se alguém não está numa condição de relaxamento psicofísico, não está meditando”.

Quando o corpo aprende a soltar suas tensões e a mente diminui o ruído, algo se reorganiza por dentro. As energias deixam de se dispersar, as distrações perdem intensidade e uma sensação de calma e flexibilidade internas começa a se estabelecer.

No yoga, o relaxamento não é um ponto de chegada, mas um portal.

O Dr. Rangan Chatterjee, renomado médico britânico e especialista em medicina do estilo de vida, defende em seu livro O Plano dos 4 Pilares que o relaxamento é fundamental para a saúde. Segundo o autor, o estresse crônico está na raiz de muitos problemas físicos e emocionais, e aprender a desacelerar por meio de pequenas práticas diárias é essencial para alcançar mais equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.

Esse estado de relaxamento não é fuga, é preparo.

Ele cria um espaço seguro para que a prática se torne mais interna, mais silenciosa, mais presente. É a partir daí que a meditação pode acontecer com gentileza — como quem entra devagar nos territórios mais íntimos da mente e do coração.

No entanto, o sistema do yoga não se restringe a uma experiência “interna”, nem começa na meditação.

Ele se organiza como um caminho integrado, que atravessa desde as bases éticas — a forma como nos relacionamos conosco e com os outros — até o cuidado com o corpo, a respiração e a atenção.

Ao longo desse percurso, percebemos como a prática corporal educa a atenção, a respiração regula o sistema nervoso e a concentração se refina naturalmente.

Assim, a meditação não surge como algo distante ou abstrato, mas como um desdobramento coerente de um corpo presente, de uma respiração consciente e de uma mente mais estável.

Percebemos, então, como o hatha yoga nos prepara para a meditação: ao treinar o “músculo” da atenção por meio da prática, cultivamos maior lucidez, respeito e amorosidade na forma de lidar conosco, com tudo e com todos.

Por isso, o Studio ShantYoga, além das práticas usuais com uma hora de duração, oferece a Meditação Cíclica (Cyclic Meditation) em aulas de meia hora, nos formatos online ou presencial.

Desenvolvida por pesquisadores como o Dr. H. R. Nagendra, essa prática é cientificamente estudada, com benefícios documentados para a saúde física, mental e emocional em publicações como o periódico Yoga Mimansa.

A Meditação Cíclica ativa o sistema nervoso parassimpático por meio de fases de relaxamento consciente — com yoga nidra intercalada a movimentos suaves — reduzindo estresse, ansiedade e tensão muscular.

Seu formato cíclico, que alterna esforço e pausa, treina o corpo a acessar estados profundos de descanso de forma mais rápida e natural.

Deixo aqui o convite para que você experimente uma aula e possa sentir, no próprio corpo, os benefícios dessa prática enraizada no hatha yoga e adaptada para o presente.

Namastê!
Silvia Oliveira

Reaprender o Prazer de Respirar

Reaprender o Prazer de Respirar

Assim como o nosso organismo é um todo interdependente, o yoga em seu sistema oferece ferramentas para cuidar do corpo, da mente e da respiração, atendendo ao nosso ser integral.

A base para todas as melhorias e benefícios é o controle respiratório.

No yoga, que não tem a respiração como um fim em si, mas como um instrumento inerente a sua prática, valoriza-se a pausa e o prolongamento da expiração.

Respirar profundamente estimula o funcionamento dos órgãos e vísceras (principalmente coração, estômago, rins e intestino) que, por meio dos movimentos respiratórios, recebem uma massagem.

 

 

Por meio da prática do hatha yoga, reaprendemos a respirar de forma consciente, entendendo como a respiração funciona e como usar melhor a nossa capacidade pulmonar — algo que pode ser aprendido e praticado no dia a dia. Equilibrando ritmo, associando técnicas (como os bandhas) e potencializando resultados.

A respiração consciente facilita a prática da meditação e do relaxamento, regula o sistema nervoso e as emoções, trazendo foco e bem-estar.

Fica o convite para começar 2026 com a prática do yoga, reaprendendo a respirar, cultivando a presença e desfrutando a vida com mais calma e consciência.

Namastê!

Silvia Oliveira

 

Posição do Golfinho – conheça e mergulhe nesse asana

Posição do Golfinho – conheça e mergulhe nesse asana

O golfinho é uma das melhores posições de yoga (asanas) para desenvolver força e flexibilidade nos ombros e melhorar o alinhamento da parte superior das costas e da cintura escapular. Também é uma excelente preparação para posições com o equilíbrio invertido, como as que exigem que você se apoie sobre a cabeça ou o antebraço.

Com a prática contínua, você experimentará uma maior amplitude de movimento na coluna e nos ombros e ganhará força nos braços e no core – centro do corpo – enquanto se acostuma com a ideia de sustentar o peso nas mãos, nos braços e na parte superior do corpo.

Porém, leva algum tempo para se ajustar, pois você tem que se acostumar a estar parcialmente de cabeça para baixo. Você também precisa de flexibilidade, força e paciência para abrir a parte superior do corpo e manter essa posição, portanto, você deve preparar sua mente e corpo.

Algumas dicas:

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– Experimente iniciar com uma variação da posição da prancha, conscientizando e preparando as principais musculaturas envolvidas na posição do golfinho.

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– primeira variação: comece ajoelhando no centro do tapete e entrelace os dedos, deslizando um dedo mínimo dentro da palma da mão oposta para que você tenha uma superfície plana das mãos, de fora até os punhos. Coloque as mãos no chão, com os antebraços criando uma forma de V. Os cotovelos ficarão separados na distância dos ombros e alguns centímetros à frente dos ombros.

– adapte a posição quando necessário, por exemplo, flexione um pouco os joelhos

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– segunda variação: coloque os antebraços paralelos entre si, com os punhos e cotovelos separados na distância dos ombros

– observe o bom alongamento dos ombros e da coluna

– mostre os ísquios para o teto e afaste os ombros do pescoço

– perceba a força usada para se afastar do chão: empurre ativamente para baixo com os antebraços, mantendo os cotovelos na direção dos ombros.

– use esse apoio dos antebraços para afastar os ombros do pescoço e deixe sua cabeça pender livremente

– mantenha a atenção na respiração

A posição do golfinho é conhecida por acalmar o cérebro e ajudar nos sintomas de depressão. Essa posição pode ajudar a aliviar o estresse, a ansiedade e animá-lo quando estiver triste!

Contudo, lembre-se de que os asanas são parte integrante de todo um sistema a ser praticado e vivido. Busque orientação de um (a) especialista, um (a) professor (a) de yoga e como sempre respeite seus limites, buscando estabilidade e conforto na posição em meio ao desafio e exigência. Não existe posição milagrosa e sim a sua constância, disciplina e prudência em praticar yoga.

Você pode incluí-la no final da sua prática de yoga, como uma posição semi invertida antes do relaxamento e meditação.

Contraindicações: lesões no ombro, glaucoma, pressão alta, AVC recente.

Namastê!

Silvia Oliveira

 

COMO O YOGA PODE E VAI MELHORAR SUA IMUNIDADE

COMO O YOGA PODE E VAI MELHORAR SUA IMUNIDADE

Em meio a tantos acontecimentos que mudam nossa rotina e comportamento, interferindo direta ou indiretamente em nosso trabalho, finanças e saúde, nossa imunidade tende a diminuir. Porém, sabemos que nosso organismo sempre está sujeito a oscilações na imunidade e cabe a nós administrar o estresse e buscar caminhos de equilíbrio.

Para ter uma “boa imunidade” nosso organismo precisa satisfazer, com qualidade, as necessidades de alimentação balanceada, dormir bem, praticar exercícios físicos regularmente e reduzir o estresse.

A prática de yoga pode nos auxiliar nesse processo de busca do equilíbrio, pois através do físico como instrumento, podemos alcançar o interno, incrementando a saúde mental e física. Por exemplo, existem posições de yoga (asanas) e exercícios respiratórios (pranayama) que favorecem um sono tranquilo. Yoga e meditação de acordo com literaturas científicas apresentam propriedades antiestresse e anti-inflamatórias, liberando hormônios que ajudam a regular nosso sistema imunológico, pois hatha yoga é uma atividade física moderada.

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O isolamento pode nos colocar cara a cara com nós mesmos e nos obrigar a enfrentar situações internas e externas conflitivas e até angustiantes. Por meio do yoga, você saberá como acalmar-se e ter uma nova perspectiva da situação.

Praticar hatha yoga coloca você num círculo virtuoso, em que uma coisa boa leva a outra e pode te dar a força de vontade necessária para priorizar o que te faz bem.

Que tal aproveitar esse tempo de “isolamento” para cuidar do corpo, mente e espírito fazendo YOGA ONLINE? Venha conhecer!

Namastê!

Silvia Oliveira

Para saber mais sobre as descobertas científicas acerca dos benefícios do yoga:

http://evidenciascovid19.ibict.br/index.php/2020/12/26/como-praticar-meditacao-e-ou-yoga-pode-trazer-beneficios-a-saude-fisica-e-mental-colaborando-na-protecao-psicocorporal-relativa-a-pandemia-da-covid-19/

https://drvictorsorrentino.com.br/yoga-e-saude/

https://www.yogajournal.com/yoga-101/strength-your-immune-system-with-yoga/

 

A importância de se colocar em primeiro lugar – Especial Dia das Mulheres

A importância de se colocar em primeiro lugar – Especial Dia das Mulheres

Embora nós mulheres tenhamos ciência dessa importância, por que na maior parte das vezes temos dificuldade de aplica-la no dia a dia?

Sem perceber, estamos priorizando todos ao redor e nos deixando por último. Mas se não estivermos realmente bem, como cuidar de tudo e todos a nossa volta?

Podemos notar na trajetória histórica das mulheres como nas variadas culturas sempre foi esperado de nós esse comportamento, e como nos apropriamos dessa herança de querer “carregar o mundo nas costas”.  Essa característica não é somente feminina, porém, aproveitando o dia elegido para nos homenagear, vou chamar a devida atenção para nós.

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Para conseguir entender um comportamento, uma tendência, inicialmente temos de nos autocompreender, pois, como priorizar o autocuidado, sem conhecer as nossas necessidades?

Talvez você já tenha se autoanalisado e saiba exatamente o que precisa, e se esse for o caso, logo, o próximo passo é colocar em prática. E como já conversei com vocês na postagem “A regra dos 5 segundos e o yoga”, talvez você só precise contar 5, 4, 3, 2, 1 e partir para a ação. Agir na direção das coisas que te fazem bem, das vivências energizantes.

Provavelmente você já se pegou interrompendo algo que havia iniciado que seria para o seu – “exclusivamente seu” – bem; tais como yoga, ginástica, tratamento com massagem etc., devido às demandas externas: seja a família, o trabalho, as contas, esquecendo-se da proposta inicial de dar continuidade nas atividades que são para o seu desenvolvimento, fortalecimento e alegria – e de como investir em você é essencial e só desta forma estará bem para dar suporte de qualidade para quem ama e (também) precisa.

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Nessa fase de pandemia, muitas de nós tivemos que encarar muitos medos, receios e até mesmo erros passados refletidos no agora, podendo estar ainda mais aflitas pelos outros, sejam próximos ou distantes. Portanto, é provável que essa tendência, de querer ser um “polvo com mil braços”, que tenta resolver todas as frentes, esteja a se manifestar nesse momento mais do que nunca. Em todas essas fases e crises, temos duas opções: a de continuar fazendo tudo da mesma forma e, consequentemente, apenas ver os problemas aumentando, ou de aproveitar a oportunidade para mudar, aprendendo a colocar limites, respeitando os seus próprios, dizendo “não” quando preciso e “sim” para si, encontrando tempo para se amar e cuidar. Respeitar o próximo é necessário, porém, respeitar a si mesma acima de tudo é mandatório sempre, e ainda mais agora.

Se você está lendo ente post, provavelmente yoga faz diferença na sua vida ou possa vir a fazer, caso se permita começar – ou recomeçar, assim adentrando num universo de novas percepções, conhecendo, respeitando e cuidando mais e melhor do seu corpo, mente e espírito. Pois, além de apenas um exercício físico, yoga te levará ao autoconhecimento, à autovalorização e ao amor próprio. Neste dia das mulheres, desejemos força para mudança, e perseverança para continuar nela.

Namastê!

Silvia Oliveira